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maio 27, 2009

Lésbicas na CBN

Hoje de manhã, na rádio CBN, o jornalista Gilberto Dimenstein destacou Cida Araújo, dona do Farol Madalena, como personagem de destaque em sua coluna no programa de Mílton Jung.

Estava eu, preso na Marginal Tietê e estressado, quando sintonizei na rádio e tive a grata supresa, cujo áudio vocês podem conferir acima.

Para quem não sabe, o Farol Madalena é um bar lésbico, que sofreu, por 12 longos anos, uma perseguição homofóbica contra sua permanência na Rua Jericó.

Este mês, finalmente saiu a sentença judicial a favor de Cida, que enfrentou cobras, lagartos, ovos, água sanitária e homofóbicos e garantiu esse espaço lésbico na cidade de São Paulo.

Por sinal, um tipo de perseguição que soa até incompatível com uma cidade tão grande, diversa e supostamente civilizada.

Vale destacar de que o argumento do "barulho", que usaram contra ela e vocês verão a seguir, muitas vezes, esconde cores homofóbicas, servindo para espantar gays e lésbicas para outra freguesia, assim como jogar objetos como forma de intimação.

Expedientes assim me recordam as dificuldades sofridas pelo Bar Bocage e pela Diesel nos Jardins, o primeiro, de ataques neonazistas, o segundo, sofrendo com a intervenção de vizinhos incomodados com o "barulho" - e, inclusive, com instrumentalização do poder público, que agia sob denúncias não comprovadas. Ambos tiveram de se mudar.

Palmas para Cida, palmas para Dimenstein, que retratou a história com respeito e em uma rádio de grande audiência. Merecem destaques tb os comentários positivos e apoiadores do âncora Mílton Jung, feitos em interação com o colega após a coluna e que não se encontram no áudio editado, infelizmente.


Uma dúvida pessoal: por que os temas LGBTs não são explorados, ou são menos explorados, nas publicações esquerdistas de mercado, como Carta Capital e Caros Amigos, mas, vira e mexe, aparecem numa rádio como a CBN??

agosto 19, 2009

Segurança do McDonald's discrimina travesti

Acabou de acontecer.

Saí aqui da redação, na R. Haddock Lobo, em São Paulo, por volta das 16h para ir "almoçar" e me dirigi à Loja AUG-033 do Mc Donald's, na Av. Paulista, 2.034, ao lado do Center 3, nas proximidades da Estação Consolação do Metrô e quase em frente ao Conjunto Nacional.

Estava eu comendo meu sanduíche quando uma travesti entrou na loja e foi abordada por um dos seguranças (então acompanhado de um garoto negro magro), que tentou obstruir sua entrada. Nervosa, ela reivindicou o ingresso e disse que ia chamar a polícia, no que o segurança ficou dizendo "chama! Eu vou chamar a Polícia", como se a ameaçasse por, sendo ela travesti, ela que se daria mal com isso. Para piorar, o segurança ainda declarou que "para começar, isso [estar trajado de mulher] é errado".

Ela se dirigiu aos caixas, ralhando com o segurança e foi atendida devidamente e quis falar com o gerente. Mesmo assim, o segurança ficou em redor, como forma de intimidação, o que não a impediu de reclamar com o gerente, e cobrando respeito, no que o segurança disse: "Então respeite o espaço onde você está". A travesti respondeu que não era marginal e cobrou o gerente, que usava óculos, que informou em voz baixa que falaria com ele [segurança], quando a travesti falou para ele tomar providências. Ao falar novamente em polícia, o segurança a desafiou a chamar e depois, num breve recuo, disse que "ia chamar a polícia para ela" (dando a entender que porque ela havia pedido) - e depois se retirou.

Nessa hora, eu, tomando meu suco de frutas vermelhas, estava ao lado, para ver se ocorria qualquer agressão mais severa e ficar ao lado dela se fosse preciso. Não houve, mas o segurança ainda se dirigiu a um grupo de, creio eu, motobóis, para criticar a travesti à boca miúda. Ela pegou seu lanche e foi sentar à mesa, no que a abordei, me identifiquei e forneci meu nome, RG e telefone para no caso de ela precisar de alguma testemunha. Ela, que se identificou como Laura, também me forneceu os telefones dela, me agradeceu, simpática (apesar de ainda nervosa) e se disse consciente de seus direitos.

Antes disso, eu tinha aproveitado o momento em que ela conversava com o gerente para fotografar o segurança em questão. Por sorte, temos eu e ela as NFs que comprovam nossa ida ao McDonald's. Minha nota indica o horário de 16:54:21, que está incorreto (sintema do McDonald's), pois não eram ainda 16h30 - eu, de lá saí, por volta desse horário, por causa de exigências profissionais, mas reiterando a ela que, se algo acontecesse a mais, não hesitasse em me ligar. Mesmo assim, como ela pediu a dela, o horário deve sair próximo do meu, o que comprova o momento em que eu lá estava, além do horário de registro da foto do celular que tirei.

A foto do segurança e também dos supostos motobóis que se encontravam próximos a ele está aqui. Eu informei à Laura que tinha tirado a foto do segurança. Liguei há pouco para Laura e ela confirmou que tudo correu bem em sua saída, mas estava indo à delegacia registrar o B.O. À noite, ela deve me ligar.

Vale informar que Laura estava elegantemente trajada com um conjunto de blusa longa e calça comprida com sandália, na cor bege, cabelo preso e lábios pintados de vermelho. Ou seja, nada diferente do que uma mulher, ou trans, de sua idade (seguramente ela passa dos 30) não usasse no mesmo ambiente.

Fica aqui registrado para vcs, junto à minha indignação. Ajude a divulgar, para que casos assim não aconteçam mais - e que o McDonald's e o gerente da AUG-033 tomem providências! Lei 10.948/2001, em São Paulo, lembram?

setembro 24, 2009

Mais sobre McDonald's e travesti Laura

Recebi um telefonema da travesti Laura, que foi discriminada há algumas semanas no McDonald's, na loja ao lado do shopping Center 3, na Avenida Paulista.

Ela me contou novidades sobre o assunto. Laura trabalha em uma instituição religiosa, e a instituição em que trabalha enviou um ofício ao McDonald's a respeito do ocorrido. Ela também compareceu com aliados e conversou com a gerência da loja, além de ter registrado, como já informado, o BO sobre a discriminação.

Estou aqui, torcendo para que a história não acabe em pizza e crescendo em admiração por Laura, uma travesti que não tem medo de exigir seus direitos de cidadã. Quem dera fôssemos todos nós, LGBTs, assim.

Mais novidades, estaremos aqui informando. Não sei ainda se o segurança sofreu punição administrativa ou foi demitido, pois estou de férias e não tenho ido à região, mas averiguarei tão logo retorne ao trabalho entrando em contato com o McDonald's.

Bjs a todos.


outubro 26, 2009

Direto do Túnel do... Estupro?

Olha só a notícia que achei no site GLX!


Artista vai estuprar visitantes de exposição como performance.


Richard Whitehurst Columbus é um artista de Ohio, EUA.


Seu novo trabalho controverso, THE RAPE TUNNEL (O Túnel de Estupro), está sendo preparado para exibição na Columbu's 4D Gallery a partir de 30 de outubro. O artista pretende ficar em um quarto, a única entrada ou saída do túnel de 22m, construído por ele mesmo. Ele diz que durante o período de abertura da galeria (19h à meia-noite), ele irá estuprar qualquer um que passar pelo túnel e chegar na sala.

Enquanto o visitante anda através do túnel, ele fica cada vez menor, fazendo com que no final tenha que rastejar e ficar numa posição submissa para alcançar o final do túnel que acaba na sala de espera do projeto onde o artista estará alocado pronto para dominar e estuprar a pessoa consiga ir até o final.

Por que estupro?

"Porque, como um gesto artístico, é um dos mais impactantes que eu possa pensar", declarou o artista.


Ai, que delícia

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