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Vírus, borgs e apocalipses

Rainha Borg Ok. Você pode achar engraçado, mas só este fim de semana tive ânimo e tempo para assistir a O Dia Depois de Amanhã na tevê a cabo.

Comentar sobre o filme é infrutífero porque todo mundo sabe o que acontece: a humanidade abusa do planeta, tem início uma megatormenta e entramos numa nova era do gelo com quase toda Nova York morrendo dizimada (básico... Os americanos ADORAM destruir Nova York).

O lance, porém, é que o filme me deu um efeito colateral. Fui dormir quase 3h da manhã e passei o restante da madrugada sonhando com o Apocalipse. O que foi ótimo!

De vez em quando, tenho aquilo que chamo de "sonhos-filme". Sonhos looooongos e complexos, com começo, meio e fim, em formato de um verdadeiro longa-metragem.

Pois bem. Foi esse sonho que tive e que juntou várias referências de filmes que eu gosto:

(1) A humanidade era atacada por um vírus que, como em Resident Evil, transforma pessoas em zumbis comedores de carne;

(2) O vírus, como em Eu Sou a Lenda, faz com que as pessoas fiquem fotossensíveis e não suportem a luz do sol - mas elas atacam nas sombras e em lugares escuros. E à noite, claro;

(3) Os sobreviventes, poucos, saem à rua, mas o lugar é perigosíssimo, de maneira que eles passam a maior parte do tempo trancados, escondidos, como em O Dia Depois de Amanhã, e consumindo víveres de lojas e outros locais que conseguem encontrar, como em Extermínio;

(4) Sair à rua também é perigoso porque, na ausência de governos, um computador assumiu o controle de parte considerável das máquinas e deixa androides que parecem humanos andando pelas ruas. Um incauto facilmente é levado a se enganar e imaginar que está na presença de um humano saudável, quando está para ser capturado pelo computador. Semelhança óbvia com O Exterminador do Futuro;

(5) Por fim, surge a solução para aquela agonia, mas a emenda parece pior que o soneto. A solução é deixar o planeta para trás (o sonho-filme se passava no futuro) e unir-se, voluntariamente, à Coletividade Borg. Sim, isso mesmo: os borgs, de Star Trek, que assimilam raças à força e as colocam sob uma mente coletiva;

(6) O drama do sonho-filme, além de escapar dos humanos-zumbis infectados e evitar o supercomputador e seus androides, que tentam evitar os humanos saudáveis de chegarem a uma nave e encontrar os borgs é a própria união com os borgs. Unir-se a eles significa que as pessoas sobreviverão, mas deixarão de ser... Pessoas;

(7) Há dois grupos, portanto. Os que desejam se unir, mesmo desistindo de sua humanidade (e, entre estes, há os que creem numa sabotagem da Coletividade, usando o potencial da mente coletiva para descobrir a cura para o vírus que transformou boa parte em zumbis); e os que desejam se manter humanos e indivíduos, apesar dos pesares - e que tenham de morrer por isso.

Interessante, né?

Anotei a ideia porque, quem sabe, não nasce um conto ou história a partir daí?

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Comments (1)

Gabriel :

Sempre sonho como vc, começo meio e fim..
Acho que estamos no inicio do exterminio.. e ainda não acordamos para esta realidade.
PARABENS pelo o que vc escreveu.. assisti a todos os filmes citados
abção
Gab´s

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